dias azuis





Já há muito tempo que não íamos trabalhar no terreno da avó. É um pedaço de terra imenso, onde podemos esquecer um pouco o reboliço do fim-de-semana turístico à porta de casa, onde o tempo é mais generoso e não passa por nós a correr.
Gosto de lá ir, principalmente nesta altura do ano em que a natureza quase ousa ser selvagem, não fossem andar por ali certas pessoas de ancinho na mão à espreita de novas ervas-daninhas no meio das tão esperadas couves e alfaces. Este ano não vamos colher tanto como no ano passado. Não demos a devida atenção à terra. Foram dias a correr, de trabalho e de escola, dias pequenos, semanas corridas. Mea culpa.
Os momentos que lá passamos, no meio de pedras e terra, natureza bruta versus teimosia humana, são momentos saudáveis, de pura satisfação. Chegamos a casa cansados mas mais unidos. E passados vários anos de crise esta união que sinto agora sabe a milagre.

9 comentários:

R disse...

Amo-te Milmilhões

Inês disse...

É, sim, um verdadeiro milagre, nos dias de hoje, fazer uma relação resultar depois de períodos menos bons. Hoje em dia é tão mais fácil desistir. Fico contente que não o tenhas feito.

Dás-me esperança.

*

vera disse...

a natureza tudo regenera ! :-)
não me esqueci dos coelhos, logo trato disso !

yupiii disse...

:) Sorri imenso ao ler estas linhas, fico feliz, muito...

isabel disse...

Nem sempre é fácil, é demasiadas vezes difícil, mas se quisermos muito, acabamos por encontrar o motivo que nos juntou. E vale sempre a pena!

elisabete disse...

que palavras maravilhosas! assim como o teu trabalho! és de facto uma pessoa muito especial!
Gostei muito de conhecer este cantinho!

Anónimo disse...

Olá Gininha,
Não faço a mínima ideia se vou conseguir mandar isto, espero que sim.
Pareces frágil, és frágil, mas és uma lutadora. Com muitas dúvidas, medos, fraquesas, mas forte.Tenho muito orgulho em ti. Admiro o teu grande amor de mãe. Sei que é daí que tiras a tua força e por ele que tudo fazes. Sei quanto custa. Sei quanto vale a pena. E agradeço a Deus que esse "milagre" tenha acontecido para te recompensar.E com isso ajudar também a que a felicidade do nosso querido menino (que eu também amo mil milhões)seja mais forte. E recompensar também o teu marido (que tanto orgulho sentiu quando tu disseste "O meu marido"). Mas é mesmo assim, o amor, e só o amor, faz sempre milagres, embora leve tempo. Por isso, mesmo cansados, devemos continuar a lutar. Não te esqueças que existem as recaídas,já sabes que sim, o que não quer dizer que o milagre desfez-se, só que somos humanos.O Rob também é um lutador, com os seus defeitos, o seu amor que pode até parecer "estranho", por vezes,mas verdadeiro, talvez até incondicional, como o teu amor de mãe. Por isso também o admiro; não se encontra muito facilmente esse amor de marido. Felizmente que conseguiste encontrar felicidade junto desse amor.Uma mãe nunca deixa de pensar no filho e por isso acaba por se por em último lugar, mas nunca deve esquecer que tem direitos, que o seu filho não lhe tira esses direitos e que todo o amor utilizado na procura da felicidade desse dito filho terá sido em vão e o deixará infinitamente magoado, culpado e infeliz, se ele pensar que "por sua causa",a mãe não viveu a vida que queria. Concordo com o que ouvi uma vez: uma mãe infeliz não serve de nada a um filho. É essa a grande missão dos pais: ensinar os filhos a serem felizes. Todo o amor, a educação, os cuidados, o esforço, o carinho, deverá ter esse fim. A felicidade é uma coisa simples, a sociedade é que a transformou numa coisa inalcansável, ou de objectivos falsos. A nossa felicidade não pode depender dos outros, seja visto de que prisma for. A felicidade está em saber aproveitar os outros enquanto eles simplesmente nos acompaham ao longo da nossa caminhada, dando-lhes o nosso amor ( na prática e como eles precisarem) e recebendo o amor deles, com alegria, intensamente e agradecidamente. Que consigas fazer essa caminhada!
É o meu sincero desejo, eu que tanta dificuldade tenho em fazer a minha caminhada, eu que nunca deixo de pensar em ti, mesmo nos intervalos dos encontros, eu que também te amo muito, embora muitas vezes não te tenha dado esse amor e até tenha parecido que não o sentia.
Obrigada pelo teu amor, por mim e por nós todos.
Parabéns também pelo teu blogue e pelos teus trabalhos.
Que os deuses protejam sempre a minha querida sobrinha,a primeira, a minha afilhada, que ía sempre me acordar, pela mão do avô Zé.
Beijinhos, da tia Fátima.

menina madrugada disse...

A minha mãe é a pessoa mais bonita do mundo. Beijinhos mãe.

Virgínia disse...

A minha também é... :)