Eckhart Tolle


Há dias escrevi aqui algo que não cheguei a publicar. Começava assim:  Aviso à tripulação: este blogue é capaz de estar a mudar de rumo. A mãe desta casa chegou ao fim de uma estrada sem fim. Está parada, a olhar o fim que não tem fim, sabendo apenas que tem que mudar. A mãe desta casa percebeu que precisa de menos peso nas costas para poder continuar a caminhar, como tanto gosta. Há que deitar fora bagagem desnecessária, limpar caminhos, abrir as portas e apenas ser. 
Guardei as palavras para mim. 
Mas a verdade é que sinto que este ano é um ano de mudança, vem aí um vento forte que me quer limpar. E eu tenho ido ter com ele ao Guincho e venho de lá limpinha, vazia de mim e de tudo o que isso traz consigo. E venho de lá cheia de universo, pelo menos até chegar a casa e ter que pensar no que vou fazer para o jantar.
E assim, venho aqui dizer-vos que ando a descobrir este senhor e tenho gostado muito do que diz até porque o que diz é aquilo que sinto desde sempre e a gente gosta é de gente que pense como nós.

2 comentários:

filosofiabotequim disse...

Também gosto muito do Eckhart Tolle. Ele "fez-me" olhar com mais atenção para mim, num momento semelhante ao seu.Força e desejo que tudo corra pelo melhor. ;)

Gerusa disse...

"Toda semeadura profunda, como diziam os taoístas, dá-se no espaço vazio" (J. Lezama)
Tão bom quando alguém escreve o que se passa em nós.
beijo