o gato avô

Gato avô Gato avô Gato avô Gato avô

Era uma vez um gato que já era avô. Passava as tardes na rua com os seus netos, de um lado para o outro em mil e duas aventuras. Eram tantos os netos que muitas vezes se juntavam a estes outros netos de outros gatos, sem ele se aperceber. Há também a hipótese de ele se aperceber e não se importar, mas isso nunca vamos saber. Bom, bom era passar o dia ocupado em tão animada companhia. 
Ao fim do dia, chegada a hora, regressava a casa, vestia o pijama e procurava a sua manta. Era o descanso do guerreiro, do avô guerreiro, do avô gato.

Que todos os avós tenham netos e que todos os netos tenham avós - ou o mundo jamais será o mesmo.

nova lebre

lebre lebre lebre lebre

Há novos bonecos à espera de sessão fotográfica. 
O sol regressou. É dia de levar o barco para o mar e navegar sem rumo, ao sabor das ondas. 
Boa segunda-feira a todos!


inspiração


Descobri a banda sonora para as minhas manhãs de trabalho: Celina da Piedade.


lebre menino

nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre

Das dez ao meio-dia tenho a casa para mim. Vou às compras, arrumo o mais visível da desarrumação do(s) dia(s) anterior(es), preparo o almoço e por vezes o jantar também, bebo um chá, espreito uns blogues e sento-me à máquina de costura. Sobra-me uma hora. Uma hora cheia, perfeita, em silêncio. E é dessas horas dos últimos dias que esta lebre nasceu, ou foi nascendo. 
Sinto-me um pouco enferrujada, a mente irrequieta, os pensamentos atropelam-se enquanto coso. Mas as mãos, essas, não esqueceram nada e estão muito contentes por voltar ao trabalho.

quase

quase
quase

O Outono traz consigo um outro ritmo à vida, mais real, mais natural (quanto a mim). A família levanta-se mais cedo, prepara-se para o novo dia, cada um com a sua missão em mãos. A distância faz-nos sentir ainda mais o quanto somos uns dos outros e a casa, o porto de abrigo, está sempre quente e seca, à nossa espera, sempre fiel e segura.

Tenho três lebres à minha espera. A sala, mal me sento à máquina, transforma-se em atelier de costura. E eu, devagar, volto a sentir-me livre e completa, no silêncio, na criatividade, em mim.

Estou quase a apanhar o ritmo.

a vida quase a andar para a frente

a tentar voltar ao trabalho

A vontade de voltar ao trabalho é muita mas o tempo que me resta depois de todas as outras tarefas diárias não é nenhum.

À procura de uma escolinha simpática para a senhorita Alecrim, porque é esse o seu desejo. As públicas não têm vagas, as privadas são muito caras. 

Tentei mudar um pouco a cara da lebre. Depois de muitos rabiscos, fiz esta à direita.  Gostava de saber a vossa opinião. 

Uma fotografia tirada pelo telemóvel e dez minutos corridos para escrever. É isto que tenho por hoje!

Uma boa semana a todos!


por terras de Miguel Torga

casa da avó casa da avó casa da avó casa da avó casa da avó

De seguida fomos visitar a avó, que mora lá longe onde Miguel Torga nasceu, em São Martinho de Anta, no Reino Maravilhoso de Trás-os-Montes. Terra bonita, acolhedora, que sabe o que é viver em comunidade, onde nada se desperdiça e tudo se partilha porque tratar de um é tratar de todos. Ali há espaço, há tempo, há ar puro e água fresca da fonte, a mais deliciosa que alguma vez bebi. Há uma vila inteira que nos quer receber e contar o quanto gosta da minha mãe, felizes pela vida nova que ela para lá levou, pela sua energia e criatividade, pelo seu sorriso e amizade. 
E eu trocava já Cascais por Trás-os-Montes, se pudesse.