Índios e Cowboys

eu e o avô Zé


Hoje estou no Índios e Cowboys com muitas memórias do passado, que por alguma estranha razão continuam presentes no meu dia-a-dia, como se nada tivesse ficado para trás. 
Aqui estou eu, por volta dos 4 anos, com o meu querido (bis)avô Zé, aquele que levava os (bis)netos, dele e dos outros em verdadeiras expedições de aventura pelas redondezas.

mini mantas de retalhos

mini manta de retalhos I mini manta de retalhos Imini manta de retalhos I

mini manta de retalhos II
mini manta de retalhos II mini manta de retalhos II mini manta de retalhos III mini manta de retalhos III mini manta de retalhos III


O frio chegou e com ele a procura de calor e de conforto. Fiz lençóis de flanela para as camas dos filhos. Fiz cobertores polares para as camas dos filhos. Pijamas e camisas de dormir vão sendo feitos  no intervalo de tantas outras coisas escritas na lista dos afazeres. 

Achei que os meus bonecos poderiam precisar de se aquecer também. Mantas leves e quentes calham sempre bem, mesmo quando se é boneco. 

São três mini mantas de retalhos que podem também servir como mini individuais, se os bonecos não se importarem.

(a segunda e a terceira manta já não estão disponíveis)

pão por deus

pão por deus pão por deus pão por deus

De manhã foram pedir pão por Deus, como já vem sendo tradição. Juntou-se um grupo ainda maior que do ano passado.  A mascote era a mesma, a senhorita Alecrim. 
Onde moramos não vale a pena ir tocar à porta de ninguém. Ainda para mais num sábado de manhã. Uma ousadia, ser criança e querer brincar às tradições. Vamos às aldeias aqui ao lado, longe da vida gira da gente gira com cães giros e bicicletas giras. Onde nos abrem a porta com sorrisos, preparados ou não com mãos cheias de guloseimas, contentes pela visita, felizes pela vida que se espalha pela rua naquela manhã. Já há vários grupos de crianças, uns de cada lado da estrada, é melhor correr para ver quem lá chega primeiro. São muitos, pequenos, grandes, estão todos na rua e os sacos enchem-se e as crianças são crianças e a aldeia é aldeia.

Curiosidade nº 1:  aquela primeira porta que se abriu perguntar-lhes porque não vinham mascarados e porque não faziam partidas. 

Curiosidade nº 2: a maior parte das crianças que está a pedir pão por Deus não sabe o que é o pão por Deus.

Curiosidade nº 3: crianças que não sabem o que são pinhões, que vou felicíssima apanhando ao longo do caminho, deliciando-me mais tarde em casa com aquele sabor a pinheiro e a infância.


À tarde fomos visitar os nossos mortos, que para mim estão tão vivos quanto os vivos e fazem parte dos meus dias. Vivesse eu noutro tempo e espaço e os meus mortos viviam ali ao meu lado, no meu jardim, a ver os meus filhos crescer. Uma sociedade que não sabe lidar com a morte nunca saberá do que a vida se trata. 

o gato avô

Gato avô Gato avô Gato avô Gato avô

Era uma vez um gato que já era avô. Passava as tardes na rua com os seus netos, de um lado para o outro em mil e duas aventuras. Eram tantos os netos que muitas vezes se juntavam a estes outros netos de outros gatos, sem ele se aperceber. Há também a hipótese de ele se aperceber e não se importar, mas isso nunca vamos saber. Bom, bom era passar o dia ocupado em tão animada companhia. 
Ao fim do dia, chegada a hora, regressava a casa, vestia o pijama e procurava a sua manta. Era o descanso do guerreiro, do avô guerreiro, do avô gato.

Que todos os avós tenham netos e que todos os netos tenham avós - ou o mundo jamais será o mesmo.

nova lebre

lebre lebre lebre lebre

Há novos bonecos à espera de sessão fotográfica. 
O sol regressou. É dia de levar o barco para o mar e navegar sem rumo, ao sabor das ondas. 
Boa segunda-feira a todos!


inspiração


Descobri a banda sonora para as minhas manhãs de trabalho: Celina da Piedade.


lebre menino

nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre nova lebre

Das dez ao meio-dia tenho a casa para mim. Vou às compras, arrumo o mais visível da desarrumação do(s) dia(s) anterior(es), preparo o almoço e por vezes o jantar também, bebo um chá, espreito uns blogues e sento-me à máquina de costura. Sobra-me uma hora. Uma hora cheia, perfeita, em silêncio. E é dessas horas dos últimos dias que esta lebre nasceu, ou foi nascendo. 
Sinto-me um pouco enferrujada, a mente irrequieta, os pensamentos atropelam-se enquanto coso. Mas as mãos, essas, não esqueceram nada e estão muito contentes por voltar ao trabalho.