dia do primeiro santo não mártir

As festas de celebração das colheitas e do fim do trabalho rural são muito antigas. Ainda São Martinho não sonhava sequer em nascer quanto mais se converter ao Cristianismo, já o povo provava o novo vinho e matava um animal por volta desta altura do ano. Eram dias exuberantes, onde homens e mulheres celebravam os prazeres da vida ao máximo pois que os quarenta dias seguintes até ao Natal seriam obrigatoriamente sóbrios.
Já na antiguidade os Romanos preparavam-se neste dia para a Festa da Luz, celebrada quarenta dias depois, a 25 de Dezembro em honra do Deus do Sol.
Com o tempo, este Carnaval sem máscaras foi sendo engolido pelo cristianismo, disfarçando-o com o dia do santo, outrora soldado romano, que viveu a vida exemplar após se converter à bondade e generosidade que encontrou em si mesmo.
Hoje em dia, entre o fim de Outubro e o início de Novembro, dá-se pão aos pobres, guloseimas aos menos pobres, lembram-se os mortos e comem-se os frutos que a terra dá.
Assim se celebra o ciclo da vida, seguindo o percurso da natureza.

Na Holanda, andam por esta hora as crianças a bater às portas com as suas lanternas feitas à mão, cantando cantigas e pedindo doces. E é rara a porta que não se abre.
Para os mais pequenos, descobrir sobre os soldados romanos aqui.


Para os interessados, novidades aqui.

1 comentário:

Vermelho morango disse...

obrigada pelo link, vou explorá-lo com as pequenas. :)