The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

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The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency

The Complete Book of Self-Sufficiency


Este livro, comprado em segunda mão na Holanda - onde os livros em segunda mão são baratos e fáceis de encontrar -  tem sido uma grande companhia nos últimos tempos. É um livro maravilhoso escrito por John Seymour, uma figura influente do movimento da auto-suficiência.
Acabei por perceber que aquilo que sempre mais me interessou cabe dentro deste tema. O saber cultivar os alimentos, saber cozinhá-los, saber fazer a minha própria roupa, saber fazer brinquedos, o não desperdiçar, o reaproveitar, o reutilizar, o reciclar, o reinventar; o artesanato, a sabedoria popular, o viver uma vida simples porque a vida é isso mesmo.
Olhando para trás percebo que mesmo em criança era isto que mais me interessava: a vida em si e todo o conhecimento adquirido ao longo dos tempos para a saber viver. Ter sido adoptada pelos avós foi, com toda a certeza, decisivo para que tenha chegado até hoje como sou.
E como sou hoje? Hoje sou alguém que vive a sua vida com um propósito firme, com um horizonte em vista e que tenta não desperdiçar nem um momento dos seus dias. Estou a construir uma família cheia de amor e cumplicidade, onde espero que os verdadeiros valores da vida sejam ensinados e compartilhados, num lar caloroso e harmonioso onde todos têm o seu lugar e podem sentir-se verdadeiramente em casa. Sou alguém que tem algo a dizer, que tem muito a aprender e muito para fazer -  e é esse entusiasmo que me faz saltar da cama, sabendo e acolhendo a minha vida como uma pequena mas grande missão:  a minha missão.
Mesmo continuando a ser alvo de crítica daqueles que era suposto acarinhar qualquer decisão minha, eu sacudo a poeira e continuo em frente : aqui em casa somos felizes, a decisão de um de nós trabalhar em casa continua a ser a mais acertada, a nossa vida corre muito melhor assim e é isso e só isso que interessa.

Muitas vezes sinto necessidade de escrever mais sobre o trabalhar em casa mas acabo por não o fazer porque ao que parece é um tema muito delicado, pelo menos no nosso país. Mas isso vai mudar. Vou escrever mais e vou partilhar mais porque há necessidade de mudar mentalidades e ajudar quem quer mudar de vida e não sabe como. Há mudança no ar, os blogues vieram dar voz a muitas pessoas que têm algo a dizer. Há milhares de pessoas à procura de um caminho novo, procurando nesses blogues inspiração e alento enquanto os governos, as escolas e os meios de comunicação continuam a nada fazer para alimentar essa necessidade de mudança. A vida está desequilibrada, só não vê quem não quer. Mas a vida somos nós que a fazemos e a mudança começa com pequenos passos. Os nossos passos.


19 comentários:

rosário albuquerque disse...

sim. e se fores devagarinho, tenho todo o gosto em acompanhar-te. cabe-nos a nós, mulheres, conduzir esta mudança. comecemos por não perpetuar a nossa própria escravidão.

caixa dos pudins disse...

"ajudar quem quer mudar de vida e não sabe como", obrigado. Pode achar que está sozinha, mas não é assim. Há muitas pessoas ai na blogoesfera que têm vontade de mudar,mas não sabem como ou até têm medo de faze-lo, por isso ao partilhar a sua vida os seus momentos, ajuda quem quer mudar de viad, mas não sabe como. Como disse MST: " não sei para onde vou, mas sei onde não quero estar", é assim que eu me sinto diáriamente e os seus textos, ideias e trabalho artesanal incentivam quem está indeciso e com medo de arriquer.Mais uma vez obr
Fernanda

AnaGF disse...

É um excelente livro, este, que também temos cá em casa, numa versão portuguesa, muito velhinha, do Círculo de Leitores. Fico à espera de novos posts sobre o trabalho em casa, um tema sem dúvida interessante e que é cada vez mais uma alternativa viável para muitas pessoas que sabem bem o que não querem.

krasiva disse...

Identifiquei-me muito com o teu post...tenho exacamente a mesma perspectiva e sensação...mas acho que com tempo podemos fazer por ter o nosso ideal de vida :)

alexa violeta disse...

Virgínia, identifico-me sempre com o que escreves e com a mulher que és. Também eu tenho esta sede de aprendizagem mas de forma natural, sempre na direcção das nossas raízes, das raízes da terra... Um beijinho

Carina disse...

nem imaginas como gosto deste teu texto/desabafo...

<3 <3

by Deva disse...

Só tu Virgínia para afirmares tudo isso com tanta força! Estarei cá, como sempre, a acompanhar-te e apoiar-te. As tuas palavras são o espelho e o desejo de muitas de nós.
Bj.

Chalezinha disse...

Soube-me muito bem ler-te!
A tua vida vives tu e se és feliz e os teus também mais nada interessa.
Apenas deixar a vida fluir nos vossos padrões, e se quiseres partilhar, sorte a minha e de quem gosta de aprender e obter boas sugestões de vida e outras.
Sandra Pereira

Cristina Lopes disse...

Obrigada Virgínia, pela clareza com que expôs a situação. Sinto-me particularmente tocada pelo tema e acho-o de importância premente. Também trabalho em casa, não por uma escolha consciente mas, porque depois de 3 filhos nascidos percebi que assim seria a melhor forma de cuidar da família. Não é uma situação fácil porque não tem remuneração e não é admirado pela sociedade. Deixei de ser a Srª engenheira para ser mãe e mulher.
Resta-me a certeza, de que não abdico e que muito me orgulha, de que estou a criar 3 seres humanos felizes e muito bem estruturados.
Falar do assunto com inteligência, parece-me a melhor forma de mudar mentalidades.
Grande beijo

pipian handmade disse...

num mundo de correria, urge darmos valor ás mulheres, mães e donas de casa.
A minha mãe por períodos da vida dedicou-se a mim e ao meu irmão mas, tenho consciência de que nunca se lhes é reconhecido o devido valor...e tão importante que é!
Beijinhos

rita disse...

cá estarei para te ler :-)*

Virgínia disse...

Não sabem como me fazem contente. Vamos lá mudar o mundo! :)

Ana V. disse...

Nem imaginas o quanto a net os blogs e estes textos têm mudado a minha vida nos últimos anos. Nasci nos anos 60 onde os trabalhos manuais caíram em desuso e mais...eram considerados perca de tempo. No meu blog já tive oportunidade de dizer que as mulheres da minha família eram grandes crafters e com elas nunca quis aprender. Perdi bastante, agora quero fazer e fazem-me falta os seus ensinamentos. Felizmente há quem partilhe o seu saber neste mundo virtual e através dele tenho aprendido. Tenho-me ocupado, tiro prazer da descoberta que tenho feito com as lãs os tecidos e a pedido de amigas tb consigo tirar algum lucro deste passatempo o que em tempo de crise ajuda por pouco que seja.
obrigada por seres umas das minhas fontes de inspiração.

Rita disse...

Identifico-me com o que escreveste. Tenho reflectido sobre isto e surgem-me sempre muitos obstáculos. Vou aguardar as tuas dicas e dedicar-me ao tema com mais afinco. Obrigada.

mimiko disse...

Eu gostava de mudar para ter de volta a minha sanidade mental... mas ainda não consegui achar o "nosso" caminho. Alguém tem uma lanterna de azeite? Beijinhos Virgínia, fico a aguardar novidades.

rosinha_dos_limoes disse...

Também sinto há algum tempo essa necessidade de mudança … de equilibrio! … Vou dando passinhos, lentos, muito lentos, porque como dizes “não sei bem como”. Por isso vou adorar as tuas partilhas de certeza!

sara aires disse...

Cheguei tarde a este post, mas vale cada linha pela grande mensagem que passas Virgínia.
Também eu tenho esse desejo insaciável de saber fazer, de me ser suficiente... lembro-me de ser muito pequena e pensar "como foi feito este boneco? Se eu soubesse, também podia fazer um!"
Lembro-me agora de uma colega da Fbaup dizer " acredito no que posso fazer com as minhas mãos" e isto é (a meu ver) das coisas mais verdadeiras que podem conduzir a nossa vida.

Janny Schoneveld disse...

this is a book in my language.
Dutch, Holland, Nederland.
Much pleasure with the book.
Greetings from Janny Schoneveld.

Virgínia disse...

Hallo, Janny! Ik weet het, wij komen bijna ieder jaar naar Nederland om de rest van de familie te bezoeken :)