A todos


os que por aqui costumam passar,
um Feliz Ano Novo.

ar






A noite não foi longa, que as crianças são pequenas. A verdade é que sempre me pareceu disparatada a ideia de ter que esperar até à meia-noite para abrir os presentes. Ou bem que é na véspera, ou bem que é no dia. E a opção mais certa ainda me parece ser o Dia de Reis.
Não foi longa, soube-me a pouco. Mas também soube-me a muito. Porque vi os mais pequenos a repetir as brincadeiras que aquela casa já há muito tempo não via, os mesmos gestos, os mesmos risos, a mesma cozinha, a mesma lareira.
Não foi longa mas bastou para me lembrar o quanto gosto dos meus irmãos e primos, o quanto me preocupam as suas doenças, os seus silêncios, ás vezes as suas ilusões que só uma irmã mais velha consegue ver. O quanto queria pegar neles e conseguir-lhes arrancar as dores, conquistar os seus medos e saber dizer-lhes que sei que tudo vai correr bem.
Não foi longa, mas ainda provei as rabanadas, aquelas que eu conseguia comer e comer, depois do jantar, antes de deitar, ao acordar sem nunca me fazerem mal.
E depois da véspera com metade da família, o dia com a outra metade. Mais presentes, mais frutos secos, mais risos e mais dores escondidas, vontades de pegar irmãos ao colo e encontrá-los, fazer-lhes ver que se aqui estou para alguma coisa será, que me ajudem a ser melhor, que por favor me digam por onde andam os seus sonhos, os seus medos, as suas almas.
Depois de dois dias de família, um dia de chuva em casa e... hoje, hoje tive que sair, apanhar ar, chuva se acontecesse, vento forte se fosse preciso. E resulta sempre, parece-me. A natureza tem esse poder, o de renovar.

Feliz Natal






E já chegou outra vez. Não sei como faz, mas o Natal chega cada vez mais cedo. E eu, que todos os anos penso que tenho tudo sob controlo, ainda estou a acabar presentes na véspera de Natal.
Uma vez disseram-me que eu era o Natal. Que vivia num mundo mágico, ingénuo, cheio de pequenas maravilhas e luzinhas cintilantes. E eu não me tinha apercebido disso até então. Hoje sei que vivo mesmo nesse mundo, mais imaginário que real, e reconheço a minha grande dificuldade em me adaptar ao mundo do dia-a-dia. E embora seja difícil manter esse mundo dentro de mim, vou lutar para que ele se mantenha e se possível que cresça muito e muito para que um dia, quando for crescida, possa dar bocados do meu mundo a quem o procura e assim, de mão-em-mão, o mundo se ilumine.
Um Feliz Natal para todos, cheio de Paz interior. Acredito que se houver paz em nós, estaremos sempre no caminho certo.
Agora... as vítimas que se preparem porque este ano todos os presentes foram feitos por mim e pelo M.

advento



Um calendário do advento de última hora e muito bonito. A ideia perfeita para quem se sente ultrapassado pelos dias na contagem decrescente.
É difícil não sorrir quando olho para aquelas pequenas meias. E pensar que já calça o 31!!
Agora, ao chegar a casa vai ver o que a meia do dia lhe reserva. E mesmo sabendo muito bem o que lá está, a alegria é a mesma. Viva a infância!

presentes originais



Uma toalha para a mesa de Natal, uma bonequinha saída de um desenho do meu artista preferido e um livro encontrado na Fnac. Só para quem gosta de dar presentes originais :)

entre tanto

* foto encontrada aqui

A casa continua por limpar, outra coisa não seria de esperar.

As prendas, na maioria ainda por sair da cabeça.

Novidades para a loja, por fotografar, a culpa é da casa que é escura.

Entretanto:

Encontrei na Pais & Filhos um artigo que me trouxe alguma esperança. Trata-se de uma entrevista ao Dr. Gerd Eldering, especialista em ginecologia, obstretícia e perinatologia na Alemanha que se encontra em Portugal para ajudar os profissionais da MAC a desenvolverem uma unidade de parto natural.

- Quando começou a fazer partos naturais?

- Eu não faço partos, quem faz os partos são as mulheres grávidas.

(...) - Acho que em muitos hospitais portugueses há muita violência: a privacidade não é prioritária. Vi salas de parto, que deviam ter um ambiente íntimo, com um vidro enorme na porta, por onde qualquer pessoa pode espreitar.

(...) - E há ainda a entrada de internos que entram, avaliam ,vêem, etc.

- Acho incrível e inaceitável esse tipo de situações e estou convencido de que se fosse apresentado na União Europeia, haveria consequências. A falta de intimidade dessa forma viola os direitos humanos.


Mais sobre o tema aqui, aqui e claro, aqui.

Agora tenho mesmo que voltar para a máquina de costura.

limpar




Saíram os dois. A mãe pediu para ficar em casa.


A mãe precisa de se organizar. As suas gavetas, as suas caixas cheias de tanta coisa, os seus livros, os seus pensamentos espalhados por inúmeras pequenas folhas de papel...


Porque o fim do ano já está a chegar, este já fez o que tinha a fazer. Agora vem aí mais um, novinho em folha, forte e cheio de vida.


E a mãe quer estar preparada para o receber, arrumada e confiante, se possível com a casa e a família a condizer.
Agora, tenho que me convencer a começar.

luz

Esta data faz-me sentir particularmente insatisfeita. Comigo, com a minha vida e com o estado do mundo. Sei exactamente onde quero chegar, e vejo os dias a passar comigo a colaborar na loucura dos dias mal vividos. Mesmo sabendo o que devo e não devo fazer para chegar a esse ponto de equilíbrio dou por mim a pedir ao meu filho que se despache de manhã à noite.
Queria voltar a sentir isto.

tcham tcham tcham




... e a feliz contemplada é a Inês, da Amadora!
Fico à espera da morada :)

destes dias



Este foi um fim-de-semana bom. Para além de um aniversário de um dos elementos mais novos da família (tês anhos!), de um mini-passeio familiar (a chamada voltinha saloia) que já não acontecia há muito tempo por estes lados, fui cumprir a promessa mais que prometida de visitar a D. a Mafra.

Gostei tanto, tanto, tanto de te conhecer!! Sinto-me inspirada para o resto da vida. Obrigada :)


Logo mais, sorteio!

Algumas novidades, aqui.


Obrigada

a todas as participantes pelos comentários. Hoje ao fim do dia o M. tirará o número sorteado. Até lá!
Aos que não chegaram a tempo: para o ano há mais!

Sorteio de Natal ! Xmas give-away !



Para celebrar o primeiro Natal do Amo-te Mil Milhões decidi fazer algo especial: um sorteio.
Para se habilitar a receber este bonequinho em casa só tem que enviar um comentário até à meia-noite da próxima segunda-feira, dia 8, deixando o nome e a localidade. No dia seguinte anunciarei o vencedor, que será sorteado à boa moda antiga dos papelinhos dentro do cesto. Se vir o seu nome aqui publicado, só terá que enviar a morada e esperar que o meu presente de Natal chegue.
Bom fim-de-semana!
To those abroad:
I'm having my first Xmas give-away! Your welcome to join us! All you have to do is to post a comment until next monday, the 8th. Leave your name and location and on tuesday I will randomly pick out a lucky number.
Have a nice weekend everyone!!

entretanto


Chegámos a Dezembro, o fim de mais um ano. Este ano prometi a mim mesma que não vou passar o mês a correr, promessa que não posso esquecer. E também prometi que vou passar a deitar-me a horas decentes, que vou arranjar tempo para voltar a fazer a caminhada pela manhã, que ao fim-de-semana vou agarrar nos livros de receitas e escolher toda a ementa da semana, e que à tarde vou a pé buscar o M. à escola. Coisas simples que não sei como se tornaram tão difíceis de concretizar.
Desejo-vos um bom Dezembro, cheio do que é realmente importante.

para a loja


Estavam na gaveta dos "quase-prontos-agora-não-tenho-tempo". Ontem peguei neles e fiz-lhes as merecidas cabeças. Gostaram de se reencontrar. Parecem-me muito chegados, talvez já se conhecessem dos tempos de gaveta.

A caminho de Monsaraz V






Em plena vila de Monsaraz encontrei uma holandesa. Chegou a Monsaraz há 45 anos, onde mais tarde comprou a Fábrica Alentejana de Lanifícios, em Reguengos de Monsaraz e a ela se dedica de corpo e alma. A sua loja, a Loja da Mizette, é paragem obrigatória para quem se interessa pelo artesanato genuíno português.
O artesanato laneiro está na origem do actual concelho de Reguengos de Monsaraz e constitui uma referência fundamental na história da região. Desde o séc. XVI as passagens de grandes rebanhos da transumância ligada à Mesta Espanhola, juntamente com a fixação no local de couteiros da Casa de Bragança, criaram condições excepcionais para o desenvolvimento desta actividade.
A Fábrica Alentejana de Lanifícios encarna toda essa herança. Desde a sua formação, na década de 30, continuou o prestígio e a qualidade dos tecidos reguenguenses, criou a imagem de marca das Mantas de Reguengos e contribuiu significativamente para a sua internacionalização quando em 1958 lhe foi atribuída a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Bruxelas.
É propriedade, desde 1978, de Mizette Nielsen que continuou a tradição, divulgando ainda mais a manta alentejana. Introduziu inovações e criatividade. Acrescentou valor e nova dimensão a uma arte tão significativa na identidade cultural do Alentejo.


Foi uma surpresa, mas uma surpresa boa. Esta mulher, vinda de tão longe, tem uma missão nas mãos. O seu receio, e meu também, é que não haja ninguém que continue esta tarefa quando ela se aposentar.
To be continued...