saco-cama

a fazer


saco-cama


dorme dorme



Passei o dia e a noite de ontem a tentar fazer um saco-cama para as lebres. Graças à teimosia (ou qualquer outra força envolvida no processo), não desisti até obter algo parecido com o que tinha em mente.
Mais fotos aqui.

a história da saia


Este pano veio de Cabinda, há muito tempo atrás. Não sei quem o trouxe mas sei que o ofereceu à minha avó. Ela guardou-o, juntamente com tantos outros que tem vindo a coleccionar, e um dia deu-mo a mim.
Comecei a cortá-lo no ano passado, com a chegada da Primavera - queria fazer uma saia. O sol gosta de saias e as saias gostam de sol.
Sem eu dar por isso, passou-se um ano. E o pano já meio cortado ficou guardado num saco, à minha espera.
Este fim-de-semana, dei-lhe finalmente vida. Com a ajuda sempre preciosa da minha avó, fiz uma saia numa tarde. E estou tão contente que me apetece fazer muitas mais!

a história da árvore

Quando viemos ver esta casa pela primeira vez, sentei-me e olhei pela janela. Era uma árvore linda, frondosa. As folhas brilhavam ao sol, cintilantes, cada uma independente da outra. Ouviam-se as folhas ao vento. Aceitei ficar com a casa por causa daquela árvore. Lembrou-me uma outra com que tinha sonhado.
Estava eu deitada em cima de uma mesa, morta, lá fora ouvia os cascos de cavalos na calçada, que me esperavam. Eu abri os olhos, estava sozinha na sala. Olhei em frente, por uma janela sem vidro, era uma casa pobre. E lá fora estava uma árvore. Linda, frondosa. As suas folhas balançavam com a brisa suave e quente e eu senti-me em paz.
Quando a vi, nesta casa, pensei que era aqui que deveria morar e talvez ficar até morrer, como no sonho.
Há uns meses passou por aqui um temporal. O vento foi tanto que a partiu ao meio. Vieram os bombeiros de madrugada retirar o que caiu do meio da estrada. Chamei-a de vitoriosa. Porque apesar de tudo se tinha aguentado em pé. Como as árvores fazem. Morrem de pé.
O Miguel chorou pela árvore e eu também. Os galhos ficaram cinzentos para sempre, até hoje.
Hoje olhámos pela janela e estavam a cortar-lhe os galhos. O Miguel ficou a olhar, preocupado. Quando o fui levar à escola disse-me que quando voltasse queria saber o que lhe tinham feito na sua ausência.
E agora estão lá. A cortar a árvore toda. O barulho da serra ensurdecedora.
Já está. Tombada. A árvore que me trouxe aqui e que ia ficar comigo até à morte.
E o Miguel que está a chegar.

Diogo, a lebre


Apresento-vos o novo membro da grande família das lebres. Ao contrário de todas as outras, foi feito em pano cru. Estava muito curiosa sobre o efeito final e confesso que gostei. Talvez faça mais assim.
Em resposta às mensagens que tenho vindo a receber (e que muito agradeço) sobre como adquirir os meus bonecos: assim que tiver algum tempo disponível vou dedicar-me à loja on-line. Lá encontrarão bonecos, sacos, mantas e muito mais. De momento é-me impossível aceitar mais encomendas, espero que compreendam. Em caso de dúvida poderão sempre entrar em contacto comigo através de correio electrónico (virginia ponto otten arroba yahoo ponto com).

prima vera



Esteve semanas à espera de ser fotografada. Porque não havia sol suficiente para a fotografia e porque surgiam sempre outros afazeres. Esperou.

Depois de fotografada, mesmo olhando para ela com olhos de ver, não me lembrei de nenhum nome que me parecesse adequado. Esperou.

Até que começaram a surgir nomes. E olhando melhor, sabendo que continuava à espera, Prima Vera pareceu-me justo.


as sorteadas


Obrigada às participantes e obrigada à Bebé Culinária, que enviará a cada uma das sorteadas uma revista cheia de receitas deliciosas.
As moradas devem ser enviadas como resposta a este post, as quais não serão publicadas.
Tenho a certeza de que vão gostar :)

na Bebé Culinária


A BebéCulinária é uma revista mensal única no nosso país que aposta numa informação especializada destinada a grávidas e crianças desde os 4 meses de idade. Com receitas portuguesas acompanhadas de apoio nutricional e com sugestões de saúde complementares, as receitas são escolhidas em função das etapas da introdução dos alimentos e das necessidades das crianças e contam com a direcção técnico-científica da nutricionista Joana Malta da Costa, que garante um correcto enquadramento nutritivo e uma segurança para mães, pais e educadores.

É com muito prazer e uma pontinha de orgulho que vos venho mostrar o que a Bebé Culinária deste mês escreveu a respeito do meu trabalho.
Como se esse gesto não bastasse, decidiu oferecer 5 exemplares aos meus leitores!
Para se candidatar a este sorteio basta enviar um comentário até domingo à noite. Na segunda-feira serão tirados 5 nomes à sorte, os quais serão contactados através do blog.
Este sorteio é válido apenas para leitores residentes em Portugal.
Espero que gostem da surpresa!

do Jardim da Estrela





Foi um fim-de-semana que soube a férias grandes.
O jardim encheu-se de amigos, de sorrisos, de laços que se fortalecem.
É bom ver como o mundo é pequeno, como interesses em comum partilhados pela internet acabam por aproximar famílias inteiras, de uma forma tão natural e saudável.
Adorámos o piquenique com a Diane, a Rita e a Carla e respectivas famílias. Adorei rever a Rita e a Rosário, e de ficar a conhecer a Catarina, entre tantas outras.
Para a próxima lá estaremos outra vez!

Páscoa em Castelo de Vide - filmagens



Foi graças às filmagens do Portugal no Coração da RTP1 que consegui passar tanto tempo junto do rancho folclórico. Esperaram mais de uma hora por poucos minutos de antena.

A Praça D. Pedro V encheu-se de gente curiosa e nós acabámos por lá ficar. Mais tarde viemos a saber que o M. tinha sido filmado - e ele que pensava ter encontrado um bom esconderijo!...

Uma surpresa boa foi a simpatia dos apresentadores que mesmo longe das câmaras distribuíam abraços, sempre bem-dispostos.

Páscoa em Castelo de Vide II - Rancho Folclórico



" Os trajes deste rancho dividem-se em dois grandes grupos: Passeio/Festa e Campo/Trabalho.
No primeiro grupo o destaque vai para os bordados das saias das mulheres, para as costas dos coletes dos homens e para as aplicações de veludo como forma de exteriorizar a riqueza da família a que pertenciam. (...)
Nos trajes de trabalho a pouca nobreza dos tecidos é compensada pelo colorido que serve também para das alegria a quem os vestia, os quais desempenhavam funções bastante árduas e exigentes. Os homens usavam trajes de serrobeco ou cotim e as mulheres chitas e xadrez de lã. Os trajes de trabalho são os que melhor representam esta região.(...)"
texto tirado daqui
Vistos de perto, estes trajes são ainda mais bonitos. Desde os sapatos (os que mais me chamaram a atenção foram herança de um familiar, não havendo quem os faça hoje em dia, pelo menos ali por perto), as meias (essas sim, ainda se encontram à venda no comércio daquela vila), às saias bordadas a veludo e aos coletes de festa dos homens - todas as peças parecem dizer que são únicas e que foram feitas para durar, mantendo a beleza e a cor originais.
Enquanto falávamos, as mulheres mostravam-me as saias roídas pela traça, já com tantos anos de uso. Foram passando de geração em geração - hoje não há quem as faça.
Mas aquilo que mais me fascina nos trajes típicos são os trajes do campo. A conjugação de padrões e de cores é sempre fascinante. Não consigo ficar indiferente a um xadrez junto de um florido.




Páscoa em Castelo de Vide I - Rancho Folclórico




Viajar em Portugal é como viajar no tempo.
De regresso à capital, fecho os olhos já com saudades e tudo me parece ter sido um sonho. Resta-me a esperança destas terras portuguesas manterem as suas tradições vivas, com o brio que lhes vejo nos corações, carregando nos seus trajes e costumes a História que ali hoje se recria.

O Rancho Folclórico de Nossa Senhora da Alegria de Castelo de Vide deixou que fotografasse os seus trajes, fazendo questão até de posar para a posteridade. Pessoas simpáticas, alegres e bonitas, as quais quero voltar a ver muitas vezes.
E já não me resta qualquer dúvida: estou completamente apaixonada pelos trajes típicos portugueses. Amanhã mostro mais.

mini-férias




Encontrei fotos tiradas aqui ainda por organizar que nem cheguei a partilhar, como tinha prometido. Vou lá dar um salto para matar saudades e trazer muitas mais - prometo que desta vez não falho.