almofada

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Para meninas dos 0 aos 100. Vai para aqui.

avó e netas

colar de missangas

colar de missangas

A tarde estava quente, como se o céu estivesse em fogo. Mesmo assim conseguimos tirar fotos bonitas para mostrar os colares feitos pela avó. Porque a avó não gosta de estar parada e não deve, tal como todos os jovens da sua idade.

missangas de vidro

colar de missangas

colar de missangas

colar de missangas

Em casa da minha avó, as mãos estavam sempre ocupadas. Os dias eram grandes, o tempo chegava para tudo. A máquina de costura sempre pronta a concertar uma peça de roupa, o crochet nas mãos da bisavó já quase cega, o bisavô que fazia crescer alfaces e morangos ali mesmo no terraço e que eu ia oferecer às vizinhas - uma alface era tão bonita quanto um ramo de flores.
As missangas também costumavam estar presentes. Gostava de as ir comprar à baixa com os meus avós. De comboio, viagem longa e excitante, depois a pé pelas pequenas ruas e becos de Lisboa. Na casa que as vendia, pequenina, as missangas eram contadas de cinco em cinco. E eu queria ser capaz de o fazer tão bem como a filha do dono. Tantas cores, tanto brilho, tudo empacotado em papel pardo. De volta ao comboio. De cabeça fora da janela até o revisor chegar.

devagar

devagar

devagar

Esta manta está a ser feita devagar.
Pedaço daqui, pedaço dali, um ao outro, outro com um, de um em um.
Um mais um mais um.
Cose, corta, cose, corta.
Sem pensar, que de mim só dou as mãos. Que a cabeça vai longe. A cada ponto dado, uma ideia, uma recordação, uma dúvida, uma certeza. E paro. E volto. E lá vai a cabeça a voar de novo enquanto as mãos marcam o passo.
Devagar. O tempo é do tempo, não é meu.
E esta manta há-de ser dela própria, cheia de mim.

Nova Gente Soluções

na Nova Gente Soluções


na Nova Gente Soluções


A Nova Gente Soluções deste mês publicou uma foto de um dos meus trabalhos. Fiquei contente sobretudo por ver que em Portugal ainda há vontade de ir em frente com revistas dedicadas a temas que, vá se lá saber porquê, entraram em desuso há uns anos atrás.
Pois eu acredito que, tal como até aqui, haverão sempre pessoas muito interessadas nos trabalhos manuais ou como o queiram chamar.
A revista em si foi uma agradável surpresa, ainda só vai no terceiro número, mas noto nela uma vontade de crescer. E isso, compete à editora e a nós, o público, que a pode ajudar a percorrer um caminho único e quem sabe, bem português.
Resta-me agradecer a boa-vontade da Directora de Redacção que tornou esta minha passagem possível. O meu muito obrigada.

novidades

R*

Maçã

Maçã

Maçã

Os últimos dois membros da família Lebre.
O primeiro foi uma encomenda para um pai (agrada-me saber que já há famílias em que cada um tem a sua lebre!).
A segunda está disponível e chama-se Maçã. Orgulhosa das suas raízes, traja um vestido feito em tecido português, daqueles que vou encontrando por Portugal fora, daqueles que dificilmente se voltam a encontrar.
Um bom domingo a todas!

mercado medieval de óbidos

Mercado Medieval de Óbidos

Mercado Medieval de Óbidos

Mercado Medieval de Óbidos

Dos mercados medievais que até agora visitei, o de Óbidos é sem dúvida o que causa mais impacto. E mesmo sabendo que a receita é a mesma de sempre e que a oferta de produtos não varia muito de feirante para feirante, deixo-me levar pela atmosfera e delicio-me com as cenas que poderiam ser de outros tempos, fingindo que também eu fiz a viagem do tempo e fui dar a um lugar que, por alguma razão, sinto cá dentro.
Que me perdoe este casal a um canto a sussurrar, mas vestidos daquela maneira, a tentação falou mais alto.

34

34

Não sei se seis, se doze, se dezasseis. Se quarenta e dois, se cinquenta, se sem idade.
O calendário diz que são trinta e quatro.

chão

calçada

calçada

calçada

mosaico hidráulico


Uma breve passagem por Tomar. Uma terra que me recebe sempre bem, onde todos me parecem felizes.
Um povo que mantém a arte de decorar o chão que pisa só pode ser poeta.