ainda prematuro

ainda prematuro

ainda prematuro

ainda prematuro


Ainda muito longe de estar pronto, a ideia que não me largava há mais de um ano está finalmente a ser posta em prática - um bebé de pano.
É do tamanho de um recém-nascido, mexe os braços e as pernas e para felicidade minha, todas as posições que escolhe parecem-me humanas.
Tanto as mãos como os pés precisam de um pequeno ajuste mas agora que já o fiz e desfiz várias vezes, a operação não me assusta mais.
O cabelo foi a maior dúvida mas até agora ainda não me fartei de o olhar. Cada ponto dado soube a liberdade - fez-me lembrar o sashiko.

o Gato Malaquias

o gato Malaquias

o gato Malaquias

o gato Malaquias

o gato Malaquias

o gato Malaquias


Esperou pacientemente mais de duas semanas para ser fotografado.
Gosto de fazer estes gatos mas dão-me muito trabalho. Por ser feito em lã grossa e eu teimar em lhe dar pernas finas, o virar do avesso para o direito é de ir às lágrimas. Quando chego a essa fase, juro a mim mesma que não o volto a fazer mas logo esqueço o que disse e assim que a parte difícil passa, fico com vontade de fazer outro.
Eu gosto do olhar dele assim, entre o maquiavélico e o atrevido - por mais que me esforce, não consigo ver os gatos de outra maneira.
A camisola foi tricotada num algodão muito macio e os botões têm tantos ou mais anos que eu.
Definitivamente, o que gosto neste gato é a fronteira entre o doce e o misterioso - e não é esse o charme dos gatos?

do chão ao céu

do chão até ao céu

do chão até ao céu

árvore imagem em mim

Do chão ao céu. Todos os dias. Da raíz à copa, elas lá estão. Em silêncio.

Não é por acaso que o ser humano se encosta a árvores.

devagar

ponto a ponto

ponto a ponto

peça a peça


Mais uma semana em casa, doente. Malditas alergias.
Vai recuperando, com tempo. Tempo é uma das vantagens de trabalhar em casa.
Tem estado a construir legos, peça a peça e eu, de ponto em ponto, vou trabalhando nas encomendas de Natal.

clientes satisfeitos

manta

manta

Miguel e a manta



A manta já está feita e já foi entregue. Acompanhará o M. por muitos anos e quem sabe, talvez fique para os seus descendentes, um dia. Foi feita devagar, com muito carinho, a pensar nisso mesmo - o oposto daquilo que é feito em massa, à pressa, sem cuidado nos detalhes, que muitas vezes perde a qualidade nos primeiros tempos.


A última foto foi tirada já no seu novo ambiente, tal como estas que vou coleccionando. Aproveito para convidar todos aqueles que tanto me têm apoiado a enviar (virginia ponto otten arroba gmail ponto com) fotografias dos meus trabalhos nas suas novas casas (ou fora delas).

o que esconde a mala de uma menina? II

o que esconde a mala de uma menina?

o que esconde a mala de uma menina?

o que esconde a mala de uma menina?

o que esconde a mala de uma menina?

o que esconde a mala de uma menina?

O sábado passou-se em casa, devagar. Apeteceu-me fazer mais uma malinha.
Desta vez, a mala da menina esconde - surpresa! - uma pega para dar à mãe, quando ela menos esperar.

o que esconde a mala de uma menina?

o que cabe na mala de uma menina?

o que cabe na mala de uma menina?

o que cabe na mala de uma menina?

o que cabe na mala de uma menina?

Na mala, a menina leva tudo aquilo que mais precisa para sobreviver a um longo dia de piquenique: leva prato, travessa, copo, garrafa, fruta, guardanapo, talheres, jarro de flores e o seu peixe dourado.

pessoas admiráveis


Quero conhecer este casal.

parece que as lebres estão de volta

as lebres estão de volta

vestida para o frio

trotinete freestyle

nova lebre (trotinete não incluída)

as lebres estão de volta


Preparadas para o Outono, prontas para brincar.
É quando as fotografo que percebo porque recebem tantos elogios - são mesmo fotogénicas.

destes dias

Lá fora parece Verão mas por enquanto só lhe vemos as cores.
A manta vai sendo acabada aos poucos, o filho recupera de uma gastroenterite, os dias andam estranhamente longos e fora do ritmo.
Por esta altura era de esperar andar a correr de um lado para o outro, dormir tarde e a más horas mas este ano não me permito isso. Vou andando mais devagar, durmo o que um ser humano deve dormir e faço o que me é possível, com os meus dois braços e duas pernas. Ideias e vontades não me faltam e eu sei que as vou empregar, mais cedo ou mais tarde. Neste momento, essa certeza basta-me.