A mesa é pequena e está cheia de trabalhos começados. Sento-me e pergunto-me porque não a arrumo antes de começar. Sorrio com tamanho disparate - se usasse os minutos que tenho livre para a arrumar não tinha tempo para trabalhar. As coisas vão encontrando o seu lugar, por si próprias, com o devido tempo. Se por um lado o caos me chateia e talvez trabalhasse melhor com uma mesa arrumada, por outro faz-me feliz. A ideia de ter muito para fazer - à minha espera, à minha espera, à minha espera - mantém-me acordada, inspirada, motivada.
Neste momento tenho um gato, uma lebre, um babete, três pares de sapatos de bebé, um gorro e não sei que mais à espera de mim.
Estou a ir, estou a ir.