às compras

às compras

Sempre pronta para sair à rua mas nunca sem chapéu, gancho e colar, senhorita Alecrim é uma boneca de carne e osso. Se a quiser fazer mesmo feliz dou-lhe um saco, as chaves e mais qualquer coisa para ocupar as mãos.

Acabei uma encomenda que fui fazendo aos poucos, nos intervalos da vida de mãe e agora os dias sabem-me a férias. Ontem fomos à feira de antiguidades e encontrámos umas coisas bonitas. Depois mostro.


às compras

simples?

Fiquei a pensar no último post e nos vossos comentários. 
É verdade que me sinto muito cansada mas não sei se será justo atribuir a culpa aos filhos. Como todos os filhos, eles dão trabalho, requerem atenção, precisam do tempo que era meu e já não é, não me deixam dormir uma noite inteira do princípio ao fim. Mas essa é a minha escolha, a minha opção de vida e todos os dias, no auge do cansaço, pergunto a mim mesma se é isto que realmente quero e a resposta é sempre sim.
Como disse a Naná na página dos comentários, esse ritmo calmo e sem stress é sobretudo um estado de espírito. E é aí que eu tento me focar. Como trazer esse ritmo para dentro de mim quando tenho filhos a querer comer e eu ainda sem saber o que fazer para o jantar, quando quero sair de casa rapidamente e percebo que tenho uma fralda para mudar, quando tenho um pré-adolescente e uma bebé a chamar por mim ao mesmo tempo em camas diferentes e eu cheia de sono e as encomendas à espera e a louça por lavar? Porque não posso nem quero sentir-me em paz apenas quando estou sozinha em casa a trabalhar. Quero andar com essa paz dentro de mim, sempre.

Portanto, que me perdoem os filhos, os meus e os vossos, mas um desabafo de mãe de vez em quando não faz mal, é natural e recomenda-se até. Agora, o que ando a tentar aprender é como trazer esse ritmo calmo para dentro de uma vida que, mesmo simplificada como a minha, não é simplesmente simples.


simples

Quinta do Pisão Quinta do Pisão Quinta do Pisão Quinta do Pisão Quinta do Pisão Quinta do Pisão

Ainda à procura daquela ordem que tanta falta me faz aos dias, a tentar perceber o que tenho que mudar para me livrar desta sensação de estar sempre a correr e nunca conseguir entrar na carruagem, esta pressa dos dias e da vida de que não me lembro ver nos meus avós, chefes de família numerosa, pessoas activas e com objectivos de vida. Estes dias corridos de que até as nossas crianças se queixam, que nos levam a uma vida louca e mal vivida. Porque mesmo trabalhando em casa, sendo mãe a tempo inteiro e criativa quando as crias o permitem, a vida não é simples. A vida tem que se saber fazer simples. E dá trabalho, simplificar a vida. 

E é preciso ser mãe/pai de mais de um filho para saber do que estou a falar. A felicidade é muito maior, o calor humano é ainda mais recompensador, a honra de ser a escolhida para os ver crescer é avassaladora mas o cansaço, o cansaço - o cansaço exige que eu aprenda de uma vez por todas a simplificar tudo: a minha cabeça, a casa, os dias, a vida.

Tenho a certeza que estou no caminho certo.

Hoje descobri um campo mesmo aqui ao lado. Cheirou-me a trinta anos atrás. Hei-de lá voltar sozinha, em silêncio.

a vida é um carrossel

carrossel carrossel

Muita coisa tem acontecido nas últimas semanas. Perdi um tio, tenho uma mãe doente, tenho filhos  que precisam de uma mãe presente e feliz para que assim possam crescer em amor e segurança, tenho um marido que me atura as poucas horas dormidas, uma casa a pedir igualmente atenção e encomendas à espera a que não consigo deitar mão.
Venho aqui pedir a mim mesma - e a quem estiver desse lado - uns dias longe da internet. Quero ter o meu dia-a-dia organizado de modo a fazer tudo - tudo - de alma e coração. 

Até já.*