Fez ontem dois anos que nasceu. Não sinto que tenha passado depressa, passou naturalmente, a um passo que só os pais conhecem. De recém-nascido acabado de chegar de um outro lugar, cheio de silêncio e de pura paz, a senhorita Alecrim adaptou-se facilmente a este mundo. Um mundo de muito amor, que sempre esperou por ela. Um mundo com um pai, uma mãe e um irmão como alicerces e todo um horizonte por desbravar. Ela fala, ela canta, ela dança, ela rodopia de braços abertos e de olhos fechados, ela celebra a vida e lembra-me a mim de o fazer também.
Não me recordo da nossa vida sem ela. Acho que sempre esteve connosco.