do país das maravilhas


Este ano vou partilhar os meus pequenos grandes tesouros.

Vou tirar um a um do velho baú do sotão e vou mostrar-vos o que tenho guardado a sete-chaves.

Já muitas coisas se perderam com o tempo, o que me deixa tanta saudade. Quem sabe ainda as recupero?








Este Alice no País das Maravilhas está comigo desde sempre e embora gostasse dele, não o achava muito bonito. As ilustrações eram um pouco extravagantes para uma menina tão pequena. Mas lembro-me de o ter sempre por perto e de o folhear vezes sem conta.

É de Lewis Carrol, adaptado por Jeanne Cappe, versão portuguesa de M. I. Mendonça Soares e as ilustrações de Simone Baudoin. Foi publicado pela Verbo Infantil e estranhamente não lhe encontro o ano.




Novo boneco aqui.

8 comentários:

Anónimo disse...

Obra preciosa, que entre a pequenez e o gigantismo vai apontando a justa medida de poder viver sempre doutro modo :

"-Toma mais um pouco de chá - disse a lebre de Março para Alice, com muita convicção.
- Se eu não tomei nenhum chá... - respondeu Alice, ofendida. - Por isso, como é que posso tomar mais!?...
- O que tu queres dizer é que não podes tomar menos - Afirmou o Chapeleiro - , mas podes muito bem tomar mais que nenhum.
- Ninguém perguntou a tua opinião - disse Alice."


O Chapeleiro teve sobre mim muita influência que nada teve a ver com chapéus.

Pedro

Vermelho morango disse...

Adoro ver essas preciosidades, quando vejo as minhas é como que um ritual e tem que ser com todo o tempo do mundo. :))

Anis disse...

Eu tenho este livro guardado também (que bom vê-lo aqui), a Alice no país das maravilhas sempre foi a minha história preferida, as ilustrações deste livro "chocavam-me" um pouco eu achava-as pesadas, mas eu não resistia em olhá-las olhá-las olhá-las... Beijinhos

Virgínia disse...

Anis, parece que tinha o mesmo efeito nas duas... era pesado mas intrigante! Beijinhos!

menina madrugada disse...

o peixe a navegar com outro peixe a fazer de mala na mão... esta ilustração é assustadora... não sei bem em quê... mas leva-nos logo para outro estado de consciência, para outro mundo.

desta história sai a frase que faz de subtítulo ao meu blog: "... my name means the shape i am - and what a good handsome shape it is, too. With a name like yours, you might be any shape, almost." Humpty Dumpty

beijinhos

JoanaRSSousa disse...

:)

A Alice! Vi umas chávenas na loja do Gato Preto subordinadas a essa história!

«- Tenho o direito de pensar – respondeu Alice com rudeza, pois estava a começar a aborrecer-se. »

É um daqueles livros que me acompanham sempre. Compro, leio, ofereço, compro outra edição, guardo, empresto...

O chapeleiro é uma figura que marca e esse trecho é tão pertinente!

E pensando bem, os chapéus têm agora uma grande importância na minha vida.

Meninheira disse...

Ohhhhhhhh que linnnnnnndo bonequinho!!

Bom ano novo :)

Um beijinho

Soneca disse...

Fiz um regresso ao passado, em meia dúzia de seegundos! Também tenho esse livro! (esse e os outros da colecção) E tanto medo que eu tinha de algumas das ilustrações! M-e-d-o! Pegava-lhe de longe a longe, precisamente por isso.
Tem aqui um blog lindo! Tão confortável, tão familiar, tão Bom!
Parabéns. :)