almofada nova com pipocas saídas da panela


Ele ajudou a fazer a almofada, à sua maneira. Deixei-o comandar o pedal da máquina de costura, a verdadeira cereja no topo do bolo para qualquer rapazinho de 7 anos menos 4 dias, filho de mãe crafty.
O resultado agradou-lhe muito. Tanto, que passou o dia e a noite com ela.
É sempre um alívio quando consigo satisfazer uma criança com o meu trabalho. É que, ao contrário de nós, elas ainda não aprenderam a disfarçar o não-verbal. Por falar nisso, passem por aqui.

... e ainda



Não posso esquecer de mencionar este lindo colete que encontrei na Feira de Artesanato do Estoril. Foi uma felicidade encontrar, no meio de tanto não-artesanato, este espaço. O colete é simplesmente lindo, executado com rigor e muito bom gosto, com aquele ar rústico de que tanto gosto! O senhor ainda me ofereceu uma pregadeira feita em burel, também ela muito bonita, que veio completar o look final.

E este livro que me chegou, mais uma vez, pelo correio! Que feliz é a minha caixa de correio! Muito obrigada, Ana, por coincidência, a história começa na cidade holandesa onde vivi!


E duas novas almofadas que , modéstia à parte, acho que estão mesmo bonitas. O Miguel gostou tanto que as queria para ele... Vamos lá ver se lhe faço uma ainda mais bonita! Melhor ainda: vamos fazer uma almofada a quatro mãos!

i would like to thank...

Não é costume dar tanta importância ao meu aniversário, mas este ano notei mudança em mim. O 33, por si só nada atraente, veio devolver alegria à aniversariante, graças a estas meninas:



da Paola;

da Patrícia;
e da Zélia,
dona de um coração tão grande que quase não lhe cabe no corpo, juntamente com esta túnica lindíssima.
E também quero agradecer ao marido que me deu um livro do Jamie Oliver sem eu ter que dar a dica, ao filho que me deu grandes sorrisos e beijinhos e à família que veio me ver e me dar aquele abraço.
Quem também ficou feliz foi o carteiro, que não é todos os dias que se vê uma mulher aos pulos ao receber correio pela manhã.
Quem disse que festas de aniversário são só para crianças?

depois de duas semanas no campo


Já voltámos à realidade.
É tudo o que consigo dizer, por agora.

encantada com Mia Couto




Ainda não digeri o dia de ontem. Estive num espaço e tempo sem chão.

Estive com Mia Couto. Ouvi-lhe a voz, vi-lhe os passos, fugi do seu olhar profundo. Era tão grande o sonho de ver o homem, que quase desisti. Tive medo. E se não correspondesse à imagem criada? E se fosse só um escritor de livros?


Não me enganei. Eu já o conhecia. Mais que o escritor, eu conhecia o homem.

Fala tão livremente como escreve, as palavras antigas acabadas de encontrar. Reparei que reparou em mim. O olhar de biólogo. Não larga até estar satisfeito. Esquece-se que olha? Enfrentei-o por uns momentos, logo desisti. É mais forte que eu. Desviei-me.


Enquanto outros lhe faziam responder às mesmas questões de sempre eu absorvia o momento. Sabia que estava a acabar. Preparava-me para o encontro. Preparava-me para o reencontro.


Quando a minha vez chegou, tudo o que preparara caiu. O tempo acabou. Parou. Tudo desapareceu. Os olhos, outra vez. Pedi-lhe que assinasse no fim do livro. Porque tinha tido medo de chegar ao fim. Como sempre tenho, quando gosto de um livro. Que li letra por letra, para adiar o fim. "E não decepcionei?" Olhou-me, num silêncio de quem não espera nada. Esperava pelo meu nome. Dei-lho. Desta vez sem olhar, disse: "A Virgínia é muito bonita, se é que me permite dizê-lo". Desarmou-me logo à primeira. Acho que agradeci. Não tive forças para lhe dizer que bonito é ele, mais que bonito. As palavras foram tropeçando para fora, desajeitadas. As vozes cada vez mais só nossas, os outros cada vez mais pesados, mais presentes.

Disse-lhe que vinha de longe para o ver. O charme apurado disse-me para ficar para o fim, que depois falávamos mais. Concordei que sim. Decidi que não. O tal medo do fim.

"A Virgínia, o que faz?" Que fazia brinquedos ou bonecos, sei lá o que disse. Ele escrevia, eu já nem sabia a razão de ali estar. Sussurrou que gostava muito. "De brinquedos?", perguntei. "De fazer brinquedos?" Não consegui perceber, mas a resposta era de que sim, abanava a cabeça que sim. Sempre que os seus olhos apanhavam os meus demoravam-se anos, devoravam-me anos. Éramos da mesma idade. Sedutor mais que treinado? Alma que encontra alma?

O nosso tempo foi maior. Demorou-se. Ao lado, marido e filho lembravam-me da minha existência no planeta. Dentro de mim, um país só meu.

Quase me esquecia de ler a sua dedicatória:


À Virgínia,

como um encantamento

sem outro fim que não seja o de uma outra história.


E esta Virgínia, pequena Virgínia, nasceu mais um pouco. E hoje já me dói o parto, se pensar que se acabou ali.


E eu que não lhe disse como recebo tudo que tem escrito para mim. Só para mim.


P.S. - a única razão para vir aqui descrever um momento tão íntimo meu é a esperança que me resta deste meu amado me encontrar pelos caminhos da internet e montado no seu cavalo branco decidir me vir buscar e me levar com ele para um lugar encantado.




dos últimos dias

Os dias ainda não sabem a férias mas os novos horários já não enganam. O M., que cada vez mais deixa as feições de menino e ganha cara de rapazinho, tem ido para a cama muito mais tarde do que seria recomendável. Mas eu acho que oportunidades como estas são para aproveitar, fazendo parte do mundo que lhe quero dar a conhecer, sendo tão ou mais importantes que toda aquela rotina de horários a cumprir e de trabalhos de casa infindáveis que quanto a mim não nos levam muito longe.
Carmina Burana e Yann Tiersen na mesma semana sabe muito bem.
Estou também, ainda que virtualmente, por terras da Galiza.
E agora, se me dão licença, tenho novo livro para ler até dia 14.

Yann Tiersen




Ontem à noite, no C.C.B.
Genial.
Obrigada*


Melhor que encontrar um trevo de 4 folhas é encontrar um coração dentro de uma melancia!

pousa-aqui-qualquer-coisinha


pousa-aqui-qualquer-coisinha, upload feito originalmente por VirgíniaO.
Há muito que queria fazer algo assim. Assim pequeno, assim prático, assim meu. São pequenas bases para pousar o que se quiser: um copo com sumo acabado de fazer, uma chávena de chá a ferver, um biberão que vai a meio, uma fatia de bolo de iogurte...

dar e receber



É um conceito de que gosto muito, o da troca. Acredito na troca de favores, na troca de prendas, na troca de palavras. E acredito na generosidade.
Esta semana recebi mais do que contas na caixa do correio, graças à Zélia e à Ana Luísa.
E como se isso não bastasse, ganhei um prémio, pela primeira vez na vida!

de São Pedro

As festas de São Pedro não são tão grandes como as de Santo António e de São João mas são as festas daquela que considero a minha terra. De todos os lugares do mundo porque tenho passado, Sintra é o único em que me sinto verdadeiramente em casa.

Este ano foi diferente. O M., pela primeira vez, encontrou coragem para experimentar os carrinhos de choque. Gostou tanto que nos vimos passar as noites de sábado e de domingo no meio daquele barulho e confusão, que passado uns minutos passavam a música e diversão. Há tanto tempo que não via o meu filho tão contente!

No fim ainda assistimos a um concerto dos Homens da Luta!